À semelhança do que acontece no belíssimo espaço do Centro Arquipélago, o programa que este duo nos propõe inicia-se com uma incursão sobre a Natureza pelos olhos do Romantismo, os Wesendonck Lieder de Wagner, para em seguida nos contraporem as Trovas de Lacerda com uma obra de António Chagas Rosa em estreia mundial a partir da lírica japonesa, Chants de Teika - numa interessante reflexão sobre diferentes formas de insularidade.



15 SET


MM05 Terceira

Inês Simões + Daniel Godinho


Obras de R. Wagner, F. de Lacerda, A. C. Rosa 
Ribeira Grande 
Arquipélago Centro de Artes Contemporâneas
19h30





INÊS SIMÕES

Mestre em Artes – Estudos Vocais Avançados pela Wales International Academy of Voice, onde estudou com Dennis O’Neill. Mestre em Música – Canto pela Guildhall School of Music and Drama, onde ganhou o Tracey Chadwell Memorial Prize. Participou no curso Opera Works da English National Opera. É também licenciada pela Academia Nacional Superior de Orquestra. Participou em numerosas masterclasses com cantores, pianistas e maestros de renome internacional, como Kiri Te Kanawa, Richard Bonynge ou Graham Johnson. Ganhou o 3º lugar do Prémio Jovens Músicos 2010 e o 2º lugar no Prémio José Alegria em 2008.

Inês Simões apresenta-se regularmente em recital e é uma grande entusiasta de música contemporânea, destacando-se um concerto dirigido por Magnus Lindberg no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, com novas obras compostas para a sua voz. Cantou para o Oxford Lieder Festival, Song in the City Concert Series, Barbican Hall, Barbican Pit, Arcola Theatre, Tête-à-tête Festival, Sadler’s Wells, London Coliseum, British Museum, Millennium Centre, BBC Radio 3 In Tune e Antena 2. Em oratória, estreou-se no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian em Solomon de Handel, cantando ao lado de Iestyn Davies. Participou ainda em obras de Marcos de Portugal, Rossini, Schubert, Rutter e Orff.


DANIEL GODINHO

Nascido em Lisboa, Daniel Godinho estudou na Academia Nacional Superior de Orquestra, onde foi aluno de Alexei Eremine. O seu interesse pela música vocal levou-o a frequentar as International Lied Masterclasses no Conservatorium van Amsterdam e a Deutsche Lied Akademie em Trossingen. Tem tido oportunidade de se aperfeiçoar com importantes músicos como Rudolf Jansen, Axel Bauni, Eugene Asti, Udo Reinemann, Jan Philip Schulze, David Selig, Sarah Walker, Marta Gullyas, entre outros.

Foi pianista acompanhador no Instituto Piaget e na Escola Superior de Música de Lisboa e é atualmente professor na Escola de Música do Conservatório Nacional. Tem acompanhado em concursos importantes, como o Prémio Jovens Músicos, o Prémio de Interpretação do Estoril e o Concurso de Canto Lírico da Fundação Rotária Portuguesa. É, desde 2009, acompanhador do Festival Vocalize, em Almada.


ANTÓNIO CHAGAS ROSA

António Chagas Rosa (1960) nasceu em Lisboa, onde estudou Piano e História. De 1984 a 1996, viveu na Holanda, onde fez estudos avançados em Piano Contemporâneo e Repertório de Música de Câmara (Amsterdã) e em Composição (Rotterdam). Trabalhou como repetiteur na Ópera Holandesa (Het Muziekthater) e lecionou durante seis anos no Conservatório Sweelinck de Amsterdã. A partir de 1996, ensina Música de Câmara na Universidade de Aveiro, em Portugal, onde obteve o seu doutoramento em 2006 no âmbito de uma investigação sobre a relação entre ritmo e semântica na op. 15, Das Buch der hängende Gärten.

As suas composições incluem muitos ciclos de canções, música de câmara para grandes e pequenos conjuntos, várias obras sinfónicas, um concerto para piano e orquestra e duas óperas de câmara. Escreveu para o Klang Forum Wien, Ensemble Wiener Collage, “KammerensembleN” (Estocolmo), a Orquestra Gulbenkian (Lisboa), e recebeu encomendas da Ópera Portuguesa (Teatro Nacional de São Carlos), da Fundação Gulbenkian, do Festival Internacional de Música de Macau , os Nederlands Kamerkoor (Amesterdão), Ensemble Musicatreize (Marselha), Casa da Música (Porto), etc. A sua segunda ópera “Melodias Estranhas”, com libreto do escritor holandês Gerrit Komrij, foi encomendada pelas cidades do Porto e Roterdão para a edição de 2001 das “Capitais Culturais da Europa” e estreou no Rotterdams Stadsschouwburg em dezembro de 2001. Em 2007, o Ensemble Musicatreize ganhou a Victoire de la Musique (Radio France, Paris) pelas gravações que incluem o conto musical de António Chagas Rosa Les Sorcières. Duas obras recentes têm sido frequentemente executadas na França, principalmente: A Wilde Mass, para 12 vozes mistas e órgão (Ensemble Musicatreize de Mareseilles, dir. Roland Hayrabedian) e Lumine clarescet, para 18 vozes mistas (Les Éléments de Toulose, dir. Joël Suhubiette )
Em 2019 foram lançados quatro novos CDs com obras de António Chagas Rosa, entre os quais a gravação do seu recente concerto para violoncelo (Circumnavigare) com a Orquestra Metropolitana de Lisboa (Pedro Amaral, maestro e Filipe Quaresma, solista). Novos projetos incluem um concerto para violino e uma ópera de câmara para o Teatro de S. Luís (Lisboa, 2022) a partir de um romance do poeta português Mário de Sá-Carneiro.